Como as emoções podem influenciar na compra de um imóvel?


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Orgulho, euforia, felicidade. Seria possível elencar diversos sentimentos que representam a aquisição da casa própria, uma importante realização na vida de muitas pessoas. 

Geralmente, associamos esse momento a sentimentos positivos. Acontece que, durante o processo de decisão de compra de um imóvel, as emoções podem interferir até negativamente nas escolhas.

Uma pesquisa realizada pela Brain Behavior concluiu que a compra de um imóvel é mais emocional do que se imagina, porque os sentimentos sempre estão presentes nos processos de decisão. Mas, até que ponto eles influenciam?

Neurociência

A neurociência explica: a raiz das emoções é biológica, mas toda nossa história de vida faz diferença na forma como vamos reagir. 

Então, como podemos cuidar para que um sentimento de satisfação (felicidade, euforia, orgulho, entre outros) não se transforme em emoções desequilibradas?

O problema é que, muitas vezes, o nosso lado irracional nos leva a tomar decisões equivocadas. E quando isso é percebido, pode ser tarde demais. 

Quem já não ouviu alguém se arrepender de ter escolhido um determinado bairro para morar porque se deixou levar pelos encantos do imóvel e depois descobriu que a localização não era adequada? Ou que estava tão emocionado que não reparou nas condições do imóvel?

Emoções positivas

A emoção tem um papel fundamental no processo da tomada de decisão e na jornada de compra. Isso acontece porque os sentimentos positivos trazem maior satisfação. E quando falamos de uma realização do tamanho de um imóvel, estamos sob influência – também – das nossas memórias afetivas.

As lembranças deixam o emocional aflorado. Entrar em uma cozinha que lembra a casa dos avós, por exemplo, pode despertar memórias felizes que gostaríamos de ter de volta. Isso acontece porque temos a tendência de associar ambientes e locais a sentimentos. É o que chamamos de memória afetiva. 

É preciso equilibrar as emoções para não fazer aquisições em momentos extremos de alegria ou até mesmo de tristeza. 

Emoções negativas

Que sensações são evocadas no momento da compra? O estado de humor pode funcionar como um gatilho, sendo a compra um mecanismo de alívio e compensação para o estresse, a tristeza e o mau humor. E isso pode levar a tomar decisões impulsivas.

Sabemos que existem muitos detalhes que envolvem a escolha de um imóvel. Uma pessoa impulsiva tem a tendência de tomar decisões espontaneamente, sem reflexão, de forma imediata, dominado pela atração emocional.

O comportamento impulsivo pode ser dividido em duas grandes dimensões, a afetiva e a cognitiva, como demonstrou a pesquisa "impactos das emoções nas compras por impulso" realizada pelo birô de crédito SPC Brasil.

Lidando com as emoções

Procure entender as suas emoções - A inteligência emocional diz respeito à capacidade de compreender e gerir as emoções de uma forma saudável. Desta forma, é possível trabalhar o autocontrole ao encontrar as raízes que geram essas emoções a fim de compreendê-las e redirecioná-las.

Faça um planejamento - Para comprar um bem de alto valor como um imóvel, com responsabilidade e segurança, o caminho é o planejamento. As emoções podem ter uma influência maior quando não se define limites.

Escolha o imóvel que você precisa - Além de escolher um imóvel que caiba no bolso, é importante procurar por um imóvel que satisfaça as suas necessidades. Uma boa dica é tentar imaginar como seria a sua vida no imóvel em um prazo de oito anos. 

Algumas questões para pensar: até lá, você estará casado? Trabalhando no mesmo lugar? A família vai aumentar? É com base nessa perspectiva que a escolha do imóvel deve ser tomada.

Fonte: Tegra Incorporações